Durante o tratamento

Quantas tentativas posso fazer?

Em casos de indução da ovulação isoladamente há restrição para uso prolongado de certos medicamentos, para períodos de até 6 ciclos. Para casos de Fertilização In Vitro não há restrições e dados estatísticos não demonstraram riscos para ciclos repetitivos. Poucas restrições podem estar associadas a coleta cirúrgica de espermatozoides.

É necessário anestesia no tratamento? De que tipo?

A anestesia comumente é pela técnica geral intravenosa e inalatória, porém de ação ultra-rápida, não excedendo 15 a 30 minutos. As clínicas dispõem de anestesiologista e equipamentos especializados para as técnicas, assim como hospital de retaguarda.

Podemos manter relações sexuais durante o tratamento?

São raros os casos que necessitam abstinência durante o tratamento. Mesmo para casais portadores de doenças infecto contagiosas, podem ser tomadas ou mantidas medidas preventivas. Geralmente pede-se abstinência prévia a coleta de sêmen de dois a três dias, e após a coleta e transferência, a critério do médico assistente.

No caso de FIV, quantos embriões serão transferidos?

A escolha do número de Embriões está relacionada à qualidade dos Embriões; ao preparo do útero para transferência; e a idade da Mulher. Há leis que regulamentam a Transferência de até 2 Embriões para Mulheres com até 35 anos; 3 para Mulheres entre 36 e 39 anos e 4 para Mulheres acima dos 40 anos. Embora esta definição esteja relacionada a taxa de implantação, que cai com a idade da mulher, considera-se que depende do dia de fertilização; do desejo do casal até o limite estabelecido; da opinião do médico e embriologista que acompanham o caso. Algumas Clínicas têm protocolos rígidos baseados em cálculos de probabilidade de risco e resultados. Finalmente, a probabilidade de congelamento e resultados pós-descongelamento pesam muito na decisão do número a ser transferido.

O que é feito com os embriões não transferidos?

Até o quinto dia o embrião pode sofrer alterações e ser qualificado quanto ao prognóstico ou diagnosticado com anormalidades. Então costuma-se mantê-los em cultivo para a decisão quanto ao descarte ou preservação, mesmo tendo previamente ocorrido a transferência de outros obtidos do mesmo procedimento, por exemplo no terceiro dia.

Quais os riscos do tratamento?

Os riscos mais comuns estão relacionados às gestações múltiplas e a síndrome de hiperestimulação ovariana. Em ambas condições podem ser tomadas medidas preventivas, evitando a transferência de número extraordinário de embriões e identificando-se as pacientes com risco de Alta resposta ao estímulo ovariano. Neste casos, utilizam-se protocolos adequados e técnicas de criopreservação de óvulos e embriões para evitar o risco potencializado pela gestação decorrente do ciclo de hiperestimulação ovariana. Os medicamentos, procedimentos anestésicos e cirúrgicos, e as próprias técnicas de reprodução assistida não representam riscos que não possam ser previstos e se excepcionalmente presentes, costumam ser tratados adequadamente.

Os medicamentos têm que ser injetáveis? Não dá para utilizar comprimidos?

A maioria dos medicamentos utilizados para estimulação ovariana são injetáveis devido ao tamanho das moléculas de sua composição e a forma de absorção, que seriam prejudicada pelo processo digestivo se administrados por via oral. As aplicações são, mais comumente, via subcutâneas, sendo quase sempre auto-aplicadas, ou por acompanhante sob supervisão. As clínicas de reprodução assistida dispõem habitualmente de serviço de enfermagem e farmácia para orientação e acompanhamento das aplicações. Algumas medicações intramuscular e via oral coadjuvantes podem ser prescritas, e também via transdérmica tópica e via vaginal, a critério do médico assistente.

Quantas vezes terei que fazer exames de controle?

Para melhor programação e disponibilidade de execução do tratamento, pode ser feito planejamento e agendamento dos controles de ultrassom e exames de sangue e sêmem. Os protocolos exigem os exames no início ou imediatamente antes com ultrassom e sangue e em torno de mais quatro visitas num intervalo de 10 a 15 dias. Algumas vezes será necessário controles antes da transferência dos embriões, 3 a 5 dias após a coleta dos óvulos. Para cada visita haverá a respectiva orientação do médico assistente e da enfermagem. Muitas pacientes e casais viajam durante o tratamento sob orientação das datas programadas, sendo que para a mulher a disponibilidade para exames deve ser maior.

Há riscos de perda ou troca do nosso material ou dos embriões?

As clínicas de reprodução assistida tem rígidos protocolos e programas de qualidade para evitar riscos relativos a perda do precioso material obtido dos casais e indivíduos que tratam. Na maioria das vezes as perdas estão direta e objetivamente ligadas a verificação de qualidade do material a ser utilizado e seus resultados. Então, todo material obtido, recebe rigorosa identificação, manipulação supervisionada e utilização qualificada, sempre com responsabilidade técnica e disponibilidade de dados aos pacientes, médicos e autoridades sanitárias e profissionais responsáveis. Ao final de cada ciclo podem ser fornecidos relatórios referentes ao material e embriões, que são considerados documentação médica da assistência prestada.

Quais as chances na primeira tentativa? E nas seguintes?

Cada tratamento traz uma probabilidade de resultado satisfatório que pode ser previsto e reconsiderado durante sua execução até seu prognóstico final poder oferecer a porcentagem de chance a ser atingida. Cada caso tem prognóstico individual e pode haver variações interciclos. As chances costumam ser progressivamente cumulativas aumentando os resultados e promovendo melhorias progressivas na saúde reprodutiva, particularmente feminina. Será de interesse do casal questionar ao médico assistente sobre as taxas de ciclo iniciado e resultados de gestação que terminam com “bebês em casa”.

Tenho que me internar durante o tratamento?

Não é necessário internação para quase todos os procedimentos habituais. Em raros casos de microcirurgia urológicas, procedimentos videolaparoscópicos ginecológicos extensos, como retirada de miomas, e cirúrgicos de maior porte prévios a fertilização in vitro a internação será necessária. Os procedimentos de coleta de óvulos e espermatozóides são realizados apenas em regime ambulatorial.

Quanto tempo leva o tratamento?

Habitualmente, do início do ciclo de estimulação, ou espontâneo para descongelamento de embriões ou óvulos, a punção para coleta de óvulos e espermatozoides costuma ocorrer no décimo terceiro ou décimo quarto dias do ciclo. A Transferência do terceiro ao quinto dias após a punção. A partir daí o tratamento segue com medicações via oral, vaginal ou tópicas até 15 dias da data da coleta quando será feito teste de gestação, no final deste ciclo iniciado. Alguns casos podem levar meses até a obtenção dos embriões e da gestação pelas probabilidades.

É possível escolher o sexo dos embriões?

A escolha de sexo dos embriões é permitida quando há o diagnóstico de anomalias cromossômicas ou genéticas transmitidas pelo sexagem do embrião. São raras situações que indicam o exame de triagem. No entanto quando os exames são realizados para outras indicações de risco cromossômicos e genéticos, pode-se também estabelecer a sexagem de cada embrião analisado. Independentemente do sexo embrionário, os embriões portadores de anormalidades diagnosticadas não poderão ser transferidos ou utilizados para fins reprodutivos. Há que se considerar que os testes podem ter falhas diagnósticas em pequena porcentagem de casos, a serem apresentadas pela equipe de médicos, embriologistas e geneticistas.