Testes de Função Espermática

Testes de Função Espermática

Após a produção testicular, o espermatozóide deve atravessar uma série de barreiras no sistema reprodutor feminino, desenvolvendo sua capacidade de reação acrossômica, ligando-se e penetrando a zona pelúcida do óvulo e finalmente fazendo a fusão cromossômica.

A falha em qualquer uma dessas etapas pode impedir a concepção. Com os testes de função espermática, essas funções são testadas em laboratório através dos seguintes métodos:

Pesquisa de leucócitos no sêmen: avalia a presença de células redondas no sêmen, que pode indicar células imaturas da linhagem germinativa e/ou leucócitos. Para que ocorra esta distinção, as células são coradas pelos métodos da Peroxidase. Considera-se infecção quando temos acima de 1 milhão de leucócitos por ml de sêmen.

Pesquisa de anticorpos anti-espermatozóides: espermatozóide que se encontram aderidos a anticorpos têm menor motilidade, menor capacidade de fertilização do óvulo e menor capacidade de penetrar o muco uterino.

Pesquisa da vitalidade espermática: usado quando a motilidade espermática for muito baixa, para identificar se os espermatozóides parados estão vivos ou mortos.

Pesquisa de espécies reativas do oxigênio: usado para identificar a presença dos chamados radicais livres no sêmen. Os radicais livres promovem uma diminuição da motilidade e da capacidade de penetração dos espermatozóides nos óvulos.

Pesquisa de dano ao DNA do espermatozóide: a fecundidade diminui quando mais de 30% dos espermatozóides apresentam dano no DNA. É importante para avaliação de casais com infertilidade sem causa aparente e casais que serão submetidos a procedimentos de reprodução assistida.