Pacientes Oncológicos

Pacientes Oncológicos e Reprodução Humana

Segundo estimativa do INCA, Instituto Nacional do Câncer, é esperado que, nas próximas décadas o número de pessoas com algum tipo de câncer seja de seja de 80% da população global. Isso seria algo aproximado a 20 milhões de novos casos até 2025.

Apesar de alarmantes, esses dados mostram uma preocupação real para o monitoramento de doenças cancerígenas e cuidado da saúde pessoal, pois quando mais cedo descobertas, maior é a taxa de sucesso nos tratamentos.

No início do século 20, a sociedade enxergava o diagnóstico de câncer como uma fatalidade decisiva, devido principalmente a crença presente de que nenhum tratamento poderia levar a cura da doença. Nos últimos anos, a medicina e a ciência acumularam conhecimentos e avanços para conseguir a cura de diversos tipos de câncer, e proporcionar uma boa qualidade de vida para pacientes vítimas dos tipos ainda não curáveis.

Cerca de 50% dos casos de câncer, nos países desenvolvidos, são curados com sucesso. No Brasil calcula-se que esse número seja um pouco menor, principalmente devido ao fato de que os diagnósticos são feitos tardiamente.

Os tratamentos atuais, apesar da sua taxa de sucesso, infelizmente não poupam o paciente dos seus efeitos agressivos, como os da quimioterapia, que na maioria dos casos debilita e altera funções do organismo, enquanto realizam seu processo de cura. A fertilidade e o sistema reprodutor, são, em grande parte, os maiores afetados por esses tratamentos.

Dessa forma, para garantir que a paciente ou casal ainda estejam aptos a gerarem filhos após essa difícil luta, as técnicas de reprodução humana podem ser usadas para a preservação da fertilidade, através do congelamento de óvulos ou espermatozoides, antes que eles sejam prejudicados por tratamentos quimioterápicos, garantindo a esse paciente a possibilidade de se tentar uma gestação com os gametas próprios, através da Fertilização In Vitro.