Preparação Seminal

Preparação Seminal

A manipulação laboratorial do sêmen é a forma mais eficiente de tratar as alterações seminais, associando-a ou não à indução ovulatória da mulher. Utilizada quando o paciente não responde de forma positiva ao tratamento clínico-medicamentoso a obtenção dos espermatozóides é realizada por ejaculação espontânea ou através de procedimentos cirúrgicos como a extração testicular e epididimária, estas feitas sob anestesia após uma abstinência de 3 a 5 dias. O material obtido é depositado em um recipiente estéril.

No laboratório é aspirado uma amostra do sêmen com uma micropipeta, e espalhado sobre uma lâmina de microscópio, onde é avaliado:

  • A concentração de espermatozoides que deve ser superior a 20 Mil./ml
  • A mobilidade espermática que deve ser superior a 50%
  • A morfologia dos espermatozóides

Os espermatozóides de melhor mobilidade são então selecionados, após serem depositados em tubos de ensaios onde as amostras imóveis, o líquido seminal e as células e detritos são separados.

Através do método de centrifugação os espermatozoides são separados e recuperados com uma pipeta. O volume recuperado e levado para uma segunda centrifugação. Posteriormente, o sobrenadante é descartado, e o sedimento é ressuspendido, a amostra obtida é avaliada por um microscópio e o sêmen é colocado em um novo tubo de ensaio.

Esse sêmen então será levado para a fertilização de forma direta ou indireta, dependendo se o casal optou por inseminação artificial ou fertilização in vitro, respectivamente.